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Olá Divas, eu espero que esteja tudo bem com vocês!!!Hoje, eu trago uma entrevista mega especial com a Bruna Fioreti. Ela é formada em jornalismo pela Unesp e em Coach pela Sociedade Brasieleira de Coaching e trabalha como redatora-chefe da revista Glamour e como Coach nas horas vagas. E ainda tem tempo para cuidar de seus gatos, desenhar e namorar!!!

A Bruna é uma inspiração para todas nós mulheres que queremos tanto sucesso pessoal como profissional, vamos ver como ela consegue? Siga a Bruna no Instagram: brufioreti. https://www.instagram.com/brufioreti/

J​ORNALISMO

TARA: Por que você decidiu estudar jornalismo?

BRU: Porque eu sempre fui muito comunicativa, sempre amei escrever, sempre fui muito ligada em pessoas… Meio que não via outros caminhos para mim…

TARA: Como foi estudar na UNESP?

BRU: Foi incrível, amo Bauru, a cidade foi uma transição muito boa para mim entre o interior que eu morava e SP. Quanto à faculdade, era mais acadêmica que prática, o que me encantou à época. Acredito que jornalistas precisam criar uma base boa em diversas áreas para conseguir entender melhor a realidade. A prática só não te dá isso – embora seja essencial e, lógico, tive que cobrir muito buraco de rua e fazer fala-povo para pegar o jeito. Mas um lado não tira a necessidade do outro.

TARA: Qual é sua dica para se dar bem na faculdade de jornalismo?

BRU: Minha dica é: leve a sério. Estudante de jornalismo consegue levar a faculdade numa boa mesmo se não estudar tanto, mas a faculdade é uma oportunidade incrível de ESTUDAR além de trabalhar. As pessoas hoje têm muita pressa de chegar e abalar no mercado, e tudo bem… desde que não negligenciem a formação. Aprenda a escrever direito – mesmo! -, leia livros nacionais e internacionais, filosofia, sociologia, literatura… Tudo isso é, sim, útil, das mais diversas maneiras. E, eu garanto, depois não sobra mais esse tempo precioso para estudar.

TARA: Qual é a parte mais legal e mais complicada de se estudar jornalismo?

BRU: A mais legal é quando você tem essa vocação – isso torna o jornalismo a profissão mais excitante do mundo! A mais complicada provavelmente é aprender a ter humildade – a pessoa geralmente acha que já sabe muito e vai ter que levar muita edição chata e demorada para descobrir que não, não sabe apurar perfeitamente ainda e muito menos construir o texto jornalístico ideal de primeira.

TARA: Algum conselho para quem quer seguir essa carreira de jornalismo feminino, de beleza e de moda?

BRU: Meu conselho é: saiba que é hard work como eu qualquer área. Gostar de se maquiar e de comprar roupa não é gostar de fazer jornalismo da área.

TARA: Se você tivesse que contar em poucas palavras sua jornada de carreira, como seria?

BRU: Queria ser escritora desde antes de saber escrever, então já entrei no jornalismo querendo fazer impresso. Fiz faculdade, trabalhei em muitos lugares micro, cobri cidades, economia e política – fiz pós na área – até fazer o Curso Estado de Jornalismo e começar a trabalhar em SP. Aqui, fiz cultura, celebridades, TV… no Estadão, no Jornal da Tarde, na Hola! e agora na Glamour. Em todos esses lugares, fui repórter e acabei me tornando editora, em diversos graus diferentes. Na Glamour, entrei como editora de beleza e redatora-chefe.

TARA: O que você acha que é necessário para ter sucesso nessa profissão?

BRU: Não ter medo de trabalho e não culpar os outros por suas falhas. Jornalista bom corre atrás e persiste até sair o melhor trabalho possível, da apuração ao texto.

 REVISTA

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 LEIA TAMBÉM: artigo sobre como a Bru conseguiu o emprego na Glamour, no site da revista. 

LEIA TAMBÉM: a coluna Quem avisa amiga é da Bruna no site da Glamour.

TARA: Como foi sua chegada na Glamour?

BRU: Fui indicada por uma ex-chefe para a Mônica, que ainda não me conhecia. Nós nos demos muito bem… e cá estou!

TARA: Quais são as funções de uma redatora-chefe?

BRU:  Eu sou a número 2, por assim dizer. A pessoa que dá suporte em todas as áreas para o diretor de redação, além de coordenar o fluxo de matérias da redação – cronograma, apuração, texto… – e fecho os textos todos da revista. É um trabalho de coordenação, mas que envolve muita mão na massa – ainda bem, senão seria um tédio!

TARA: Qual a parte mais legal de ser uma redatora-chefe? E a mais chata?

BRU: A mais legal é poder coordenar o processo de ver uma revista nascer, lapidar tudo no processo e ver o resultado final coeso. A mais chata? Provavelmente é quando minhas orientações não são seguidas e preciso recomeçar algo do zero.

TARA: Como é sua rotina de trabalho na Glamour?

BRU:  Das 11h às 20h30, mais ou menos, fico na redação. Faço matérias, falo com editores e repórteres sobre o que estão tocando, ajudo com ideias, com edição de texto etc. também tenho reuniões com as mais diversas áreas e muitos brainstorms com a Monica.

TARA: Quais são os desafios de trabalhar em uma revista como a Glamour?

BRU: Reinventar-se, tentar estar à frente sem perder a identidade, que é muito forte. isso é um esforço constante, não dá para esmorecer em nenhuma edição.

TARA: Qual foi a coisa mais incrível que te aconteceu por trabalhar na Glamour?

BRU: Aaaah, muitas… além de cobertura de semanas de moda internacionais – coisa que amo fazer! -, a Glamour me trouxe prestígio como jornalista, a chance de estar em eventos exclusivos, falando com muita gente bacana e trabalhando com “o material” que mais amo todo dia. mesmo se um dia eu me aventurar para outros projetos, sempre terei amor pela revista e carinho pelos dias incríveis que passo aqui.

TARA: Como foi sua primeira experiência de SPFW? E o que acha mais legal sobre esse evento?

BRU: Foi há muito tempo, ainda no Jornal da Tarde. Eu fazia mais pautas de comportamento e celebridades, e amei muito. Saía extenuada, mas com a sensação de estar onde eu queria, sabe? O bacana do evento é mostrar os talentos nacionais e unir a imprensa toda daqui em torno de pensar a moda. Como jornalista, adoro reencontrar muita gente querida lá.

TARA: Quais são suas revistas femininas favoritas fora a Glamour Br (kkkkk)?

BRU: Vogue é tem-que-ler.

 VIDA E COACH

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TARA: Você tem um projeto no instagram motivacional #menosmimimimaisação #semreclamar…, como surgiu esse projeto? Além disso, no final de 2015 você fez um projeto de 1 mês sem reclamar, o que você pode dizer sobre o projeto e o que ele te ensinou?

BRU: Eu fiz um video falando sobre esses projetos. Eu fui observando que havia muita gente próxima a mim num looping improdutivo de reclamação… eu não queria mais aquilo, queria estar mais positiva e atrair mais positividade e leveza para mim. Tive muitos problemas pessoais nos últimos dois anos e nunca quis alimentar isso. Eu não gosto de contaminar os outros, mas às vezes acontecia… então criei isso para mim. E isso também teve muito a ver com o mood e o incentivo de uma amiga que estava bem good vibes na época – a Maiara Camargo, editora assistente do site da Glamour.

Aí resolvi perder a vergonha e postar as coisas que me incentivavam. A partir disso, o que notei? Menos reclamação, na prática, gerava uma onda de acontecimentos positivos – ou pelo menos eu os via dessa forma – e começava a ter mais energia para focar nas coisas boas, ser mais produtiva, agir mais. Aí criei o #menosmimimimaisação. E acredito muito nisso! Minha ideia é evoluir esse projeto não só pessoalmente como para quem quiser embarcar comigo. Coisa boa chama coisa boa, simples assim.

TARA: Qual feedback das  suas seguidoras em relação aos projetos?

BRU: Muita gente me escreve se sentindo motivada e pedindo conselhos também. Dentro do possível procuro responder ajudando as pessoas a se fazerem as PERGUNTAS certas. Eu não tenho as respostas, até porque não as conheço. Mas tento ajudar com esse direcionamento.

TARA: Por que você decidiu fazer um curso de coaching?

BRU:  Porque eu sempre amei essa área, fui uma leitora voraz de temas ligados ao comportamento humano, e vi que naturalmente meus projetos pessoais estavam me levando para isso. É muito gratificante ver que pode ajudar as pessoas a se sentirem melhor. Nossa, eu fui sentindo isso nas minhas redes sociais e, acabei caindo no curso de coaching — também porque queria fazer matérias sobre isso para a Glamour – eu coordeno os features em geral da revista, afinal!

Saí muito empolgada e louca para colocar tudo aquilo em prática, não só em pautas bacanas para a revista e a minha coluna, mas também com pessoas no tête-à-tête. Dar sessões de coaching de vida e carreira é uma coisa que AMO fazer! Recebo as pessoas com muito prazer e, acho eu, tenho me saído muito bem 😉

A única coisa é que minha agenda é apertada, mas quem quer muito dá um jeito (quem quiser, pode falar comigo via e-mail brufioreti@gmail.com). Minha especialidade é coaching de vida e carreira para mulheres. Também estou desenvolvendo um projeto de coaching para trabalhar a imagem (pessoal e nas redes sociais). Vamos ver no que vai dar…

 ILUSTRAÇÃO

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TARA: Bru, como você começou a desenhar? Com que frequência você desenha? Você ilustra por hobby ou por “profissão”?

BRU: Eu desenho desde que me entendo por gente e sempre amei croqui, desenhar mulheres, por isso nada me encanta mais que um croqui original, com alguma fofura ou peculiaridade. Eu fiz uma parte de um curso de desenho de moda quando me mudei para SP, até para saciar esse meu gosto… E hoje tenho ilustrado por hobby apenas, não porque não queira fazê-lo profissionalmente, mas por pura falta de tempo de me posicionar assim, de ir atrás e até de executar ilustrações mesmo…

BRUNA

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TARA: Como você se cuida para conciliar suas atividades diárias?

BRU: Eu me organizo bastante, tenho tudo marcado no meu celular, incluindo programas pessoais. Sem isso, acabo esquecendo muita coisa. E eu detesto me atrasar, sair correndo para fazer as coisas etc.

TARA: O que você geralmente faz nos finais de semana?

BRU: Eu me divirto hahahah mais do que devia. Queria começar a estudar mais nos findes, mas confesso que acabo zaino muito com namorado e amigos para comer e tomar algo, visito muito a minha afilhadinha, também vou bastante ao teatro (adoro!) e faço um pouco do que todo mundo faz: netflix. Porém, não há fim de semana em que eu não vá lá na minha varandinha tomar um bom café e ler, ler, ler… Não só jornal, como também livros quaisquer. Isso é um hábito das antigas que gosto de cultivar.

TARA:Como é um dia perfeito para você?

BRU: Leitura e café delícia na varanda com meus gatos e namorado, almoço prolongado com amigos, com sonzinho ao vivo e uma boa margarita ou um rosé, fim de tarde caminhando pelas ruas de SP, noite com filminho ou uma saidinha mais suave tipo teatro… Isso nos fins de semana, né? Nunca seria um dia comum esse… hahahaha

TARA: Você tem algum ritual de beleza?

BRU: Tenho vários. Beleza é minha praia! O que não falta jamais é lavar o rosto com espuma da Vichy de manhã, depois passar creminho (estou com a pele sensível, então usando hidratante La Mer) e fazer uma maquiagem básica, com  BB Cream pelo menos. Isso é obrigatório, depois vem qualquer outras coisa. Também não existe dormir para mim sem creminhos no corpo mil e borrifar cheiros gostosos no quarto.

TARA: Qual é a peça de roupa/acessório que não viveria sem?

BRU: Não viveria sem scarpins.

TARA: Qual é o seu maior sonho?

BRU: Meu maior sonho é viver de ser escritora – não mudei muito desde os 3 anos de idade, né?

TARA: Como você se mantém motivada?

BRU: Eu leio muitos livros motivadores, faço autocoaching sempre que consigo e sempre me arrumo bem para qualquer coisa que vá fazer – o processo de se produzir tem um papel motivador para a mulher. Aaaah, e tomo café!

TARA: Como você se mantém inspirada?

BRU: Também ouço as músicas que amo no repeat – George Harrinson, por exemplo, é lei no trabalho – e, de novo, eu leio – isso ativa a imaginação.

TARA: Qual foi sua viagem favorita? E um lugar que ainda quer conhecer?

BRU: Minha viagem favorita… vou dizer que as minhas últimas férias, porque foi minha primeira viagem de férias totalmente sozinha. Fui a Paris, Berlim, Amsterdã, Bruxelas… e fiquei muito ensimesmada, só que de um jeito interessante. Abriu minha cabeça para muitas coisas – e voltei com 3 quilos a mais de tanto que vivi hahahaha

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 CRISE DOS 25 ANOS

TARA: Como foi a transição para o mundo adulto para você? Você teve a tal crise dos 25 anos?

BRU: Acho que tive… foi a fase em que me mudei para SP e estava tentando entender com que área eu ia trabalhar. Também foi quando me casei (hoje sou separada). Mas sem dúvida a responsabilidade no trabalho me fez crescer. Eu chorava às vezes, tinha medo de tudo dar errado, uma certa insegurança… mas isso passa aos poucos. Depois volta aos 30 e poucos hahahaha

TARA: Você estava aonde imaginava que estaria aos 25 anos?

BRU: Eu estava muito bem, num jornal, como eu imaginava, mas não exatamente fazendo as pautas que imaginava… Mas posso dizer que a realidade foi melhor que a imaginação. Eu era pé no chão até demais!

TARA: Qual é o seu conselho para quem está passando por essa fase de crise dos 25 anos?

BRU: Meu conselho é tentar fazer coaching hahahaha Se eu tivesse feito a mim mesma as perguntas certas àquela época, teria evitado algumas batidas de cabeça e alguns chorinhos matinais, além de umas boas desilusões na vida pessoal. Autoconhecimento não é balela, embora a gente tenha a tendência a achar isso aos 25…

Bem Divas, eu espero que vocês tenham gostado dessa entrevista! Não deixem de comentar e entrar em contato com a Bruna pelo e-mail dela ou pelo instagram!https://www.instagram.com/brufioreti/

 Um beijo grande para todas as DIVAS desse Brasil,

Tara <3

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